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A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal aprovou o Projeto de Lei nº
6625/06, que obriga os administradores de condomínios de shopping centers a
prestar contas mensalmente de suas receitas e despesas aos lojistas.
Pela
proposta, do deputado Osório Adriano (DEM-DF), qualquer lojista - seja
proprietário ou locatário - poderá exigir a comprovação e justificação dos
gastos relacionados ao condomínio. Quando a solicitação for feita pela maioria
dos lojistas do shopping ou por associações representativas da categoria, serão
nomeados auditores, indicados pelos próprios lojistas e pagos pelo condomínio,
para examinar as contas da administração.
Para o relator, deputado
Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), que apresentou parecer favorável ao texto, o
projeto traz maior equilíbrio às relações entre os administradores do condomínio
e os comerciantes. "Dá ao lojista maior capacidade de fiscalizar a efetiva
aplicação dos recursos em favor da coletividade", disse.
O projeto de
lei também proíbe o repasse aos lojistas de gastos com serviços inerentes às
atividades de administração do shopping e limita o número de aluguéis a 12 por
ano. O deputado Vital do Rêgo Filho lembrou que é comum os shopping centers
cobrarem uma mensalidade extra em dezembro, mês de maior movimento de vendas.
Para ele, essa cobrança não se justifica, pois no final do ano as lojas já têm
de se preocupar com o pagamento do 13º salário dos empregados e com a
contratação de mão-de-obra excedente para atender ao aumento da clientela.
De acordo com a proposta, as despesas de condomínio serão cobradas na
forma de rateio, proporcional à área ocupada pelo estabelecimento comercial,
inclusive quiosques. A área ocupada também será usada para definir a
representação nas assembleias de condôminos: cada 50 m2 dará direito a um voto.
Segundo o relator, a distribuição mais justa dos encargos e da
representação condominial dos empreendimentos "repercutirá na redução dos preços
e em benefício dos consumidores". O projeto ainda será analisado, em caráter
conclusivo, pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.