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O juiz Gilson Luiz Inácio, da 2ª Vara Federal de Londrina (PR), concedeu liminar
para a empresa Morinigo & Leitão liberando o uso de máquinas de bronzeamento
artificial. A decisão vai contra norma da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária), que proibiu em todo o território nacional a utilização de
equipamentos estéticos para bronzeamento artificial.
A Resolução nº 56
da Anvisa justifica-se pelo fato de que a exposição a raios ultravioletas
aumenta o risco de doenças de pele.
Ao decidir, o magistrado considerou
na decisão que a Anvisa "não se lastreou em critérios técnicos suficientemente
sólidos e razoáveis para fundamentar a gravidade da medida". O teor da liminar
inclui, ainda, a observação de que deveria haver especificações de limites
temporais e de frequência à radiação proveniente dos equipamentos.
A
antecipação da tutela refere que a decisão da Anvisa foi "abrupta" e que a
empresa autora da ação está arcando com prejuízos devido a paralisação do
serviços. O juiz ressaltou ainda que as máquinas bronzeamento artificial já
existem há 50 anos.
Caso em Porto Alegre
Antecipação de
tutela concedida no dia 23 de novembro pela Justiça Federal de Porto Alegre
permitiu que a Clínica Solar Sul religasse suas câmaras de bronzeamento
artificial.
Regra geral, o serviço está proibido para fins estéticos em
todo o país desde o dia 11 de novembro, por decisão da Anvisa.
Esta
justificou a medida com um estudo da Agência Internacional para a Pesquisa do
Câncer (Iarc), segundo o qual as câmaras aumentam o risco de melanoma.
A
Solar Sul ingressou com uma ação pedindo a suspensão da resolução da Anvisa. O
juiz federal Altair Antonio Gregorio concedeu a liminar, argumentando que os
critérios usados pela Iarc são desconhecidos e que há prejuízo de difícil
reparação para quem atua no setor.
Na decisão, o juiz escreve que "sem
que haja a especificação dos limites de tolerância, é possível imaginar que
chegará o dia em que a Anvisa proibirá que os seres humanos transitem sob a luz
do sol".
A decisão favorece apenas a Solar Sul, empresa que
individualmente ajuizou a ação. A clínica conta com quatro câmaras, adquiridas
por R$ 50 mil cada uma.