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Por Cassio Kury Lopes,
oficial escrevente em Sapucaia do Sul (RS)
O
TJRS apresentou anteontem (16) louvável pesquisa de auto-avaliação, visando, no
futuro, implementar medidas estratégicas para melhorar a prestação jurisdicional
à sociedade. Como órgão do Poder Judiciário que tem “a missão de, perante a
sociedade, prestar a tutela jurisdicional, a todos e a cada um, indistintamente,
conforme garantida na Constituição e nas leis, distribuindo justiça de modo útil
e a tempo” [1], nada mais salutar do que a realização de estudos, pesquisas e
avaliações, objetivando verificar problemas e propor soluções.
De um
modo geral, a pesquisa indicou que, para 66,8% dos entrevistados, a atuação do
Judiciário é regular, péssima ou ruim. De outro lado, somente 27,4% dos
entrevistados avaliaram o Poder Judiciário como ótimo ou bom. Por fim, 5,8% não
quiseram opinar.
A pesquisa mostrou, obviamente, que a morosidade do
Judiciário, explicitada na demora no atendimento e na resolução dos processos, é
o principal problema encontrado, o que pode explicar o péssimo resultado geral
obtido na pesquisa.
O estudo apresenta ainda sugestão para tentar
solucionar o problema da morosidade e melhorar a imagem do Poder Judiciário,
insensível e distante da população, segundo opinião dos entrevistados. Nesse
sentindo, a tabulação indica que “o enfrentamento dos pontos de estrangulamento
relativos à variável tempo é decisivo”, propondo a alteração dos mecanismos e
procedimentos que ocasionam a lentidão, relacionados tanto à dimensão
administrativa como à dimensão jurisdicional.
No que tange à dimensão
administrativa, o estudo mostrou que os servidores são a “linha de frente” do
Poder Judiciário; eles, aliás, receberam avaliações super-positivas no estudo. A
título ilustrativo, segundo a pesquisa, 75,4% dos entrevistados consideraram o
funcionário da Justiça acessível, com quem conseguem falar e de quem obtêm todas
as informações.
Esse percentual se elevou para 84% quando os advogados
responderam ao questionamento. Conclui, enfim, o estudo, naturalmente, que “toda
e qualquer iniciativa existente no sentido de qualificar o planejamento e a
gestão, do ponto de vista administrativo (...), certamente contribuirá para uma
melhor avaliação da instituição”.
Enfim, é hora de parabenizar o TJRS
pela iniciativa e ficar na expectativa de que ele implemente, de modo efetivo e
eficaz, o mais rápido possível, as medidas sugeridas na avaliação, especialmente
as medidas de dimensão administrativa relacionadas diretamente aos servidores.
Estes são a “porta de entrada” do Judiciário, como ficou demonstrado no
estudo.
(*) E.mail: ckury@tj.rs.gov.br
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[1]
http://www.tjrs.jus.br/index.php