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A incidência de Aids entre os jovens de 13 e 19 anos atinge principalmente
mulheres e homossexuais. Nesta faixa etária, a prevalência de contaminação é
feminina, com 60% dos casos. De 2000 a junho de 2009 foram registrados no país
3.713 casos da doença em meninas, contra 2.448 em meninos. Entre os
adolescentes, 39,2% dos casos entre os meninos foram resultado de relações
homossexuais.
Os dados foram divulgados no sábado (6) pelo Ministério da
Saúde, durante o lançamento da campanha Carnaval de Prevenção à Aids, no Rio de
Janeiro. As estatísticas apontam para uma feminização da doença. Em 1986, eram
15 homens infectados para cada mulher, proporção que mudou para 15 homens para
cada 10 mulheres, a partir de 2002.
No acumulado desde 1982, até junho do
ano passado, o país registrou 11.786 casos de Aids entre os jovens de 13 e 19
anos. Em 2007, houve 550 novos casos da doença neste grupo, número que foi de
587 em 2008.
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, houve uma
negligência das pessoas quanto à proteção nos últimos anos. “Como a expectativa
de vida avançou, o diagnóstico foi ampliado e as pessoas estão vivendo com mais
conforto, houve um certo relaxamento no uso do preservativo, que é uma maneira
eficaz de impedir a transmissão da Aids e de outras doenças sexualmente
transmissíveis, além de uma gravidez indesejada”, disse.
Para reduzir a
incidência e conscientizar sobre os riscos da doença, o Ministério da Saúde e a
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres começam a veicular uma
campanha pela televisão, rádio, internet e imprensa escrita dirigida ao público
jovem. Na primeira semana, até o carnaval, será enfatizada a importância do uso
da camisinha. Na semana seguinte, a ênfase será sobre a importância de se fazer
o teste anti-HIV, se houver alguma relação de risco, sem proteção. (Com
informações da Agência Brasil).