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Juiz nega liberdade provisória a americanos presos no Haiti

(08.02.10)

A justiça do Haiti negou um pedido de liberdade provisória aos dez americanos presos no país sob a acusação de tentar tirar crianças ilegalmente do país após o terremoto que devastou Porto Príncipe e matou mais de 200 mil pessoas.
 
Segundo o advogado Edwin Coq, o juiz decidiu que os cinco homens do grupo deveriam ficar presos na Penitenciária Nacional, enquanto as cinco mulheres seriam levadas para uma prisão em Petionville, no subúrbio da capital. A penitenciária nacional é a principal de Porto Príncipe, de onde grande parte dos 4.000 detidos fugiram depois do terremoto de magnitude 7 de 12 de janeiro.

Com aparência cansada, os missionários foram colocados em uma van da polícia depois de passar metade do dia no tribunal. Eles não responderam a perguntas de jornalistas que os esperavam. O advogado de defesa afirmou que o juiz lhes disse para não discutirem o caso.

Os dez missionários batistas americanos foram formalmente acusados na quinta-feira (4) dos crimes de sequestro de menores e associação para o crime por tentar tirar do país um grupo de 33 crianças. O grupo, que faz parte da organização de caridade New Life Childrens Refuge, ligado à Igreja Batista, foi detido na fronteira entre Haiti e República Dominicana com as crianças, com idades entre dois meses e 12 anos, que eles disseram serem órfãs.

As autoridades haitianas descobriram que algumas das crianças tinham parentes vivos. A porta-voz do grupo, Laura Silsby, disse que as crianças seriam levadas para um hotel da área de Cabarete, na costa da República Dominicana. O hotel, de 45 quartos, seria, posteriormente, transformado em um orfanato.

Pais desesperados na vila de Callebas, próxima à devastada capital haitiana, disseram que deram seus filhos ao grupo de boa vontade, confiando nos missionários americanos que teriam prometido levá-los para uma vida melhor, longe do país seriamente abalado pelo terremoto do mês passado. As histórias contradizem as afirmações da líder do grupo de batistas, segundo quem as crianças vieram de orfanatos ou foram entregues por parentes distantes.  (Com informações da Folha Online).

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