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A justiça do Haiti negou um pedido de liberdade provisória aos dez americanos
presos no país sob a acusação de tentar tirar crianças ilegalmente do país após
o terremoto que devastou Porto Príncipe e matou mais de 200 mil
pessoas.
Segundo o advogado Edwin Coq, o juiz decidiu que os cinco
homens do grupo deveriam ficar presos na Penitenciária Nacional, enquanto as
cinco mulheres seriam levadas para uma prisão em Petionville, no subúrbio da
capital. A penitenciária nacional é a principal de Porto Príncipe, de onde
grande parte dos 4.000 detidos fugiram depois do terremoto de magnitude 7 de 12
de janeiro.
Com aparência cansada, os missionários foram colocados em
uma van da polícia depois de passar metade do dia no tribunal. Eles não
responderam a perguntas de jornalistas que os esperavam. O advogado de defesa
afirmou que o juiz lhes disse para não discutirem o caso.
Os dez
missionários batistas americanos foram formalmente acusados na quinta-feira (4)
dos crimes de sequestro de menores e associação para o crime por tentar tirar do
país um grupo de 33 crianças. O grupo, que faz parte da organização de caridade
New Life Childrens Refuge, ligado à Igreja Batista, foi detido na fronteira
entre Haiti e República Dominicana com as crianças, com idades entre dois meses
e 12 anos, que eles disseram serem órfãs.
As autoridades haitianas
descobriram que algumas das crianças tinham parentes vivos. A porta-voz do
grupo, Laura Silsby, disse que as crianças seriam levadas para um hotel da área
de Cabarete, na costa da República Dominicana. O hotel, de 45 quartos, seria,
posteriormente, transformado em um orfanato.
Pais desesperados na vila
de Callebas, próxima à devastada capital haitiana, disseram que deram seus
filhos ao grupo de boa vontade, confiando nos missionários americanos que teriam
prometido levá-los para uma vida melhor, longe do país seriamente abalado pelo
terremoto do mês passado. As histórias contradizem as afirmações da líder do
grupo de batistas, segundo quem as crianças vieram de orfanatos ou foram
entregues por parentes distantes. (Com informações da Folha Online).