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O ICJBrasil (Índice de Confiança na Justiça) - elaborado pela Fundação Getúlio
Vargas - do quarto trimestre de 2009 avançou 3,5% em relação ao período
imediatamente anterior, registrando 5,8 pontos, numa escala de 0 a 10. No
terceiro trimestre de 2009, o ICJBrasil havia registrado 5,6 pontos. O
desempenho foi puxado pelo subíndice de comportamento, que registrou uma
evolução de 3,8% no mesmo período, passando de 7,8 para 8,1 pontos, numa escala
de 0 a 10 pontos. Já o subíndice de percepção - que mede o sentimento da
população em relação ao Judiciário – manteve-se no mesmo patamar: 4,7 pontos no
período.
Entre as regiões metropolitanas analisadas, Porto Alegre voltou
a ter o maior ICJ, 6 pontos, o que representa uma alta de 5,2% em relação ao ICJ
registrado no período anterior na capital gaúcha (5,7 pontos). O menor índice
foi registrado em Recife, 5,6 pontos, mas mesmo assim com uma alta de 5% na
comparação com o registrado no terceiro trimestre (5,4 pontos). Belo Horizonte,
Brasília, Rio de Janeiro e Salvador apresentaram ICJ de 5,8 pontos e São Paulo,
5,7.
Nas entrevistas desse período, foram incluídas duas perguntas a
respeito da percepção da população sobre a atuação do STF e sobre o sistema
tributário brasileiro. No primeiro caso, os entrevistados opinaram sobre a
atuação do STF no julgamento do ex-ministro da Fazenda Antonio Palloci. Na média
nacional, 39,8% acredita que o órgão não agiu de forma neutra ou agiu com pouco
neutralidade neste caso. Este percentual cresce para 40,4% em Brasília, 42,5% em
Porto Alegre e 43,7% em São Paulo. e. As outras capitais apresentaram respostas
abaixo da média nacional: Salvador (33,1%), Rio de Janeiro (38,2%), Recife
(37,7%) e Belo Horizonte (31,6%).
O ICJBrasil também indagou, nesta
edição, se a população tem alguma consciência de que, ao comprar 10 pães, leite
e manteiga, paga alguma forma de imposto. Na média do país, 97,3% respondeu que
sim, que paga imposto. As capitais nordestinas são as que tiveram menos
consciência em relação a este assunto: em Salvador, 93,9% dos respondentes
afirmaram que pagam impostos ao consumir produtos básicos, enquanto em Recife
esta proporção chega a 94,6%. Na outra ponta, 99% dos habitantes de Belo
Horizonte afirmaram que pagam algum imposto, seguido por Brasília e Porto
Alegre, empatados em 98,6%. Completam a estatística São Paulo (97,7%) e Rio de
Janeiro (96,8%).
A partir dos resultados do último trimestre de 2009, é
possível dizer que existe um perfil daquele acha que não paga imposto ao ir ao
supermercado fazer compras do dia-a-dia: esse brasileiro é uma mulher, com idade
entre 35 e 44 anos, sem instrução ou com o 1º grau incompleto, com renda de até
R$1.000,00 e mora em um capital nordestina, com maior probabilidade de morar em
Salvador (se considerarmos as duas regiões metropolitanas onde foi aplicado o
questionário). (Com informações da Fundação Getúlio Vargas).